Pescadores e extratores das ilhas ao Sul de Belém experimentam situações críticas devido a poluição das águas da baía do Guajará e rio Guamá. Nas ilhas da parte Sul da cidade de Belém, dezenas de famílias organizam sua existência material e social em função das águas da baia do Guajará e rio Guamá. São pescadores, extratores que ocupam as ilhas de Maracujá, dos Patos, Jussara, dos Papagaios e ainda a ilha do Combu onde identificam um setor da Frente e outro da Costa.
Diariamente, o fluxo das águas carrega o lixo da cidade de Belém. São toneladas de resíduos que se acumulam nas margens dos furos e chegam até os igarapés.
Entre esses resíduos estão animais mortos (cavalos, cachorros, bois e peixes que são despejados dos mercados); plástico, pneus, resíduos de madeira de serrarias, óleo derramado nessas águas.
Os pescadores acompanham a perda de cardumes. Atualmente é difícil obter as espécies que antigamente encontravam em abundância (mapará, pescada, dourada). Hoje, nas redes de malhar, em vez de peixes, ficam depositados plásticos pneus assim como os espinheis que fisgam esses tipos de dejetos.
A Associação dos Ribeirinhos, Pescadores, Extrativistas da ilha de Maracujá tem feito diversos contatos nos órgãos públicos: Secretaria do Meio Ambiente, IBAMA, CODEM, Prefeitura do Município de Belém para expor esta situação lamentável e exigir ações. Nada tem sido feito]
Fonte: Diario do Pará
Nossa Senhora… Nosso estado está indo de mal a pior desse jeito!!!